Corpos que profanam: Produções artísticas e modos de existência no sarau informal
DOI:
https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.816Palavras-chave:
Sarau, Universidade, Gênero, Processos grupais, ProfanaçãoResumo
Este artigo analisa as relações entre as produções artísticas do sarau informal, dispositivo estético criado em uma universidade, as lógicas da instituição e a produção de modos de existência corporal. Consiste em um recorte de uma pesquisa-in(ter)venção cartográfica cujo corpus reúne produções tornadas públicas em rede social, tratadas como documentos de domínio público. Mobilizam-se as noções de dispositivo, profanação, corpografia e processos grupais para acompanhar como o sarau desativa usos capturados do espaço universitário e restitui outras possibilidades ao corpo. A análise de três produções mostrou um dispositivo que se faz no coletivo, um corpo que encarna a palavra e a emergência da voz em um corpo silenciado enquanto mulher. Concluiu-se que o sarau tensiona a lógica disciplinar da universidade, articulando gênero, sexualidade e grupalidade.
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