Para andar de lado e ao lado: Devir-mulher-caranguejo no teatro performativo
DOI:
https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.809Palavras-chave:
Teatro performativo, Patriarcado, Feminismos, Processos grupaisResumo
A performance e o teatro performativo podem constituir espaços-tempos coletivos de confronto e transbordo das narrativas hegemônicas de dominação patriarcal. Em vez do teatro ilusionista e representacional, almejamos instaurar, por meio da relação ativa entre atriz e espectadoras, uma experimentação em que dos testemunhos autobiográficos pululam acontecimentos na cena não cena, fazendo o real expandir-se. Por entre processos performativos autorais e conviviais, relatam-se os efeitos concretos de um projeto sociossubjetivo colonial, patriarcal, sexista e misógino. Mas, ao habitar a zona sensível da noivinha submissa, vivenciamos uma metamorfose política, clínica e pedagógica feminista: um devir-mulher-caranguejo, em sua maleabilidade e lateralidade. Como espaço de cocriação grupal, a arte performativa instaura o plano da composição de outros-de-si e do mundo, de outras mulheridades.
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