Para andar de lado e ao lado: Devir-mulher-caranguejo no teatro performativo

Autores

  • Kelly Helena Santos Caldas Universidade Federal de Sergipe – Programa de Pós-Graduação em Educação – Aracaju (SE), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6453-8334
  • Lívia de Rezende Cardoso Universidade Federal de Sergipe – Programa de Pós-Graduação em Educação – Aracaju (SE), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4091-9110
  • Michele de Freitas Faria de Vasconcelos Universidade Federal de Sergipe – Programa de Pós-Graduação em Educação – Aracaju (SE), Brasil|Universidade Federal de Sergipe – Programa de Pós-Graduação em Psicologia – Aracaju (SE), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9013-6352

DOI:

https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.809

Palavras-chave:

Teatro performativo, Patriarcado, Feminismos, Processos grupais

Resumo

A performance e o teatro performativo podem constituir espaços-tempos coletivos de confronto e transbordo das narrativas hegemônicas de dominação patriarcal. Em vez do teatro ilusionista e representacional, almejamos instaurar, por meio da relação ativa entre atriz e espectadoras, uma experimentação em que dos testemunhos autobiográficos pululam acontecimentos na cena não cena, fazendo o real expandir-se. Por entre processos performativos autorais e conviviais, relatam-se os efeitos concretos de um projeto sociossubjetivo colonial, patriarcal, sexista e misógino. Mas, ao habitar a zona sensível da noivinha submissa, vivenciamos uma metamorfose política, clínica e pedagógica feminista: um devir-mulher-caranguejo, em sua maleabilidade e lateralidade. Como espaço de cocriação grupal, a arte performativa instaura o plano da composição de outros-de-si e do mundo, de outras mulheridades.

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Publicado

2026-10-13

Como Citar

Caldas, K. H. S., Cardoso, L. de R., & Vasconcelos, M. de F. F. de. (2026). Para andar de lado e ao lado: Devir-mulher-caranguejo no teatro performativo. Revista Brasileira De Psicodrama, 34. https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.809

Edição

Seção

Dossiê Temático: Corpos que habitam mundos ou mundos que habitam corpos: Processos grupais, gêneros e sexualidades