Quando ser forte adoece: Conservas culturais, masculinidades e sofrimento psíquico no psicodrama

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.814%20

Palavras-chave:

Masculinidade, Psicodrama, Gênero

Resumo

Este artigo apresenta um ensaio teórico com articulação conceitual fundamentado em revisão crítica da literatura sobre masculinidades, teoria dos papéis e conservas culturais no psicodrama. O argumento central é que normatividades sociais de gênero (conservas culturais) incidem sobre a construção, a transformação e a cristalização dos papéis masculinos, enrijecendo-os e colocando em risco a estrutura funcional do próprio sujeito. A literatura analisada indica que normas de autossuficiência, provisão, controle emocional e desempenho podem restringir espontaneidade e redes relacionais e recaem no corpo, no vínculo, no sofrimento psíquico e na procura por cuidado. Propõe-se um acesso à masculinidade vulnerável como operador clínico-ético não como nova essência, mas com a capacidade de reconhecer afetos e limites, localizar privilégios e opressões e responsabilizar-se pelos efeitos da própria dor nos vínculos.

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Publicado

2026-10-13

Como Citar

Nunes, M. S. A. (2026). Quando ser forte adoece: Conservas culturais, masculinidades e sofrimento psíquico no psicodrama. Revista Brasileira De Psicodrama, 34. https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.814

Edição

Seção

Dossiê Temático: Corpos que habitam mundos ou mundos que habitam corpos: Processos grupais, gêneros e sexualidades