Entre capturas e invenções de si: Autossociobiografia de um corpo feminino que trabalha
DOI:
https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.797Palavras-chave:
Autossociobiografia, Corpo feminino, Trabalho, SociodramaResumo
EEste artigo emerge de um lugar de desconforto e crítica ao destino prescrito a corpos pobres, femininos e trabalhadores. Por meio da autossociobiografia, método inspirado nas obras de Annie Ernaux, a escrita opera como linha de fuga e invenção de modos de existência. O texto, construído sob a postura metodológica da bricolagem, entrelaça fragmentos memoriais e reflexões teóricas para mapear as tensões entre gênero, classe e trabalho na subjetivação de um corpo feminino proletário. A narrativa percorre cenas de infância, trabalho e formação universitária, interrogando em que medida a escrita pode funcionar como resistência diante das formas hegemônicas de captura. Agencia-se aos conceitos de devir e desejo de Deleuze e Guattari e ao sociodrama de J. L. Moreno.
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