Entre capturas e invenções de si: Autossociobiografia de um corpo feminino que trabalha

Autores

  • Manoela Moreda Neves Vergara Universidade Federal de Pelotas – Centro de Artes – Programa de Pós-Graduação em Artes – Faculdade de Medicina – Curso de Psicologia – Pelotas (RS), Brasil. https://orcid.org/0009-0005-3426-7410
  • Édio Raniere da Silva Universidade Federal de Pelotas – Centro de Artes – Programa de Pós-Graduação em Artes – Faculdade de Medicina – Curso de Psicologia – Pelotas (RS), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0216-678X

DOI:

https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.797

Palavras-chave:

Autossociobiografia, Corpo feminino, Trabalho, Sociodrama

Resumo

EEste artigo emerge de um lugar de desconforto e crítica ao destino prescrito a corpos pobres, femininos e trabalhadores. Por meio da autossociobiografia, método inspirado nas obras de Annie Ernaux, a escrita opera como linha de fuga e invenção de modos de existência. O texto, construído sob a postura metodológica da bricolagem, entrelaça fragmentos memoriais e reflexões teóricas para mapear as tensões entre gênero, classe e trabalho na subjetivação de um corpo feminino proletário. A narrativa percorre cenas de infância, trabalho e formação universitária, interrogando em que medida a escrita pode funcionar como resistência diante das formas hegemônicas de captura. Agencia-se aos conceitos de devir e desejo de Deleuze e Guattari e ao sociodrama de J. L. Moreno.

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Publicado

2026-10-13

Como Citar

Vergara, M. M. N., & Silva, Édio R. da. (2026). Entre capturas e invenções de si: Autossociobiografia de um corpo feminino que trabalha. Revista Brasileira De Psicodrama, 34. https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.797

Edição

Seção

Dossiê Temático: Corpos que habitam mundos ou mundos que habitam corpos: Processos grupais, gêneros e sexualidades